Arte

Arte - ENSINO MÉDIO - 3º Ano

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/missao-artistica-francesa-3-montigny-e-a-arquitetura-brasileira.htm

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/arquitetura-1-a-finalidade-das-construcoes.htm

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/arquitetura-2-o-significado-das-construcoes.htm






Título da obra: Betende Bretonin (1894) e Women holding a fruit (Mulher segurando um coco), 1892
Artista: Paul Gaguin
Ano da obra: 1892 e 1894
Em exposição: Women holding a fruit - Hermitage Museum, St Petersburg
                        Betende Bretonin - Sterling and Francine Clark Art Institute,  


Sobre Paul Gauguin

  Nasceu em 1848, em Paris,
  Considerado um pintor pós-impressionista, como Van Gogh.
  Casou-se com uma dinamarquesa e teve cinco filhos,
  Aos vinte e cinco anos decidiu dedicar-se exclusivamente à pintura,
  Gauguin viaja para o Taiti numa tentativa de resgatar a pureza perdida pela civilização moderna;
  Morou por um período com o pintor Vincent Van Gogh, no sul da França, mas esse contato acabou em briga. Van Gogh cortou sua orelha após uma discussão com Gauguin;
  Sem condições financeiras  para retornar ao Taiti, obteve ajuda dos amigos que organizaram um grande leilão com suas obras em 1891;
  No Taiti pintou cerca de cem quadros, fez esculturas e escreveu um livro chamado Noa Noa (Publicado no Brasil com o título “ Antes & Depois);
  Chegou a expor suas telas em Paris numa última visita que fez a cidade antes de morrer no Taiti, país que escolheu para viver e morrer.
  Morreu em 1903, no Taiti.


OBSERVAÇÃO IMAGENS

Resultado de imagem para obras Gauguin



Resultado de imagem para paul gauguin

Perceba que uma mulher representa a civilização ocidental, enquanto a outra representa a pureza selvagem, a liberdade e cultura original do lugar, sem interferência colonizadora. A mulher de amarelo aparenta o recato, o apego às tradições e a reverência, enquanto a mulher de vermelho representa a liberdade feminina em sua essência. O primeiro quadro é emoldurado por prédios e catedrais, enquanto o outro é emoldurado por árvores. O texto de Gauguin, reproduzido abaixo, fala sobre o preconceito que os Ocidentais têm em relação a  pessoas  provenientes de culturas  diferentes. Há também o preconceito racial, além do cultural.

Descrição das atividades:

PARTE 1

1)  Observer as duas telas de Gauguin com atenção.

Examinar as diferenças existentes entre as duas mulheres, suas roupas, as paisagens ao fundo, as cores e as posições de cada uma delas.


  Há diferenças entre as duas mulheres? Quais?
  Você acha que há diferenças culturais entre as duas mulheres?
  Por quê? Dê exemplos.
  O que é cultura?
  O que a roupa das pessoas diz sobre elas?
  Você conhece alguém de outro país?
  Quais são as diferenças entre as pessoas de outros  países e os brasileiros?

PARTE 2

2)  Ler o texto de Gauguin sobre as diferenças entre as mulheres ocidentais e as mulheres marquesinas (nascidas nas Ilhas Marquesas, no Taiti). Faça um debate oral com o objetivo de interpretar o conceito de Gauguin.



“ (...) Não há uma insignificante mulher de funcionário que não tenha exclamado: “Mas é horrível! É selvageria!”. Selvageria! Suas bocas estão cheias disso.

Modas antiquadas, imbecis dos pés à cabeça, iguais de quadril, espartilho esmagando as tripas,  joias de imitação, cotovelos ameaçando ou entrelaçados como salsicha, elas enfeiam uma festa nesses países. Mas são brancas, e suas barrigas são grandes.

É muito elegante a população que não é branca. O senhor crítico se engana redondamente quando diz com desdém...negras....

(...) Digo bem, muito elegante. Qualquer mulher faz seu vestido, trança o seu chapéu e põe nele fitas capazes de serem notadas por qualquer modista de Paris. E arrumam buquês com tanto gosto
quanto no Boulevard da Madeleine.”

Trecho do livro “Antes e depois”, de Paul Gauguin

Perguntas para alunos:

  Qual é a opinião de Gauguin sobre as mulheres?
  O que significa o termo “mulher de funcionários”?
  Como Gauguin se posiciona diante do racismo?
  Você sabe o que é racismo?
  Já passou por alguma situação que considere racista?
  Gauguin faz uma crítica severa contra as mulheres brancas
ocidentais. Por quê?
  Gauguin defende ou critica as mulheres marquesinas?  Qual a passagem no texto que justifica sua resposta?
  Você concorda com Gauguin? Por quê?

Atividade 2: O crítico de arte 

Título da obra: A batalha do Impressionismo  
Artista: Émile Zola 
Ano da obra: 1866 
Tipo da obra: Literária 

Émile Zola, pintura de Edouard Manet, 1867 

Émile Zola foi um escritor francês que ficou mundialmente  conhecido por  seus textos críticos sobre a arte, a sociedade e a política da sua época. Com forte característica de denúncia, e uma clareza de linguagem capaz de tirar até hoje o fôlego do leitor, Zola foi um dos maiores defensores dos Impressionistas, que eram constantemente rejeitados e ridicularizados pela sociedade Francesa da época,  e pelos juízes do Salão de Paris que nunca permitiam que seus quadros fossem expostos.  A figura do crítico de arte nasceu no século 18, em meio aos salões literários e artísticos.  Cabe aos críticos emitir pareceres sobre as obras de arte do ponto de vista técnico e estético, facilitar o entendimento do público leigo sobre as técnicas artísticas e formar opinião de valor sobre os trabalhos expostos. O crítico de arte exerce uma tarefa polêmica, pois nem sempre  os seus pareceres são bem aceitos. Os artistas, de  modo geral, tem uma relação conturbada com os críticos de arte, pois ao mesmo tempo que desejam a sua aprovação, rejeitam opiniões contrárias aos seus pontos de vista no que se refere  aos seus trabalhos.          
Na época do Impressionismo, o público não estava preparado para compreender a arte moderna que estava sendo exibida nos Salões de Paris, e os textos elucidativos de Zola foram de grande ajuda para o entendimento do novo movimento. O crítico de arte ainda é de extrema importância nos meios artísticos, nas academias de arte e nos museus, pois ele continua a nos esclarecer pontos relevantes a serem observados numa obra de arte para que possamos compreendê-la, admirá-la ou rejeitá-la com mais autonomia.  


ETAPA 1:
Descrevendo a atividade: 

Faça uma pesquisa sobre a profissão do crítico de arte. Depois, debater na sala de aula levantando as seguintes questões: 

  O que é um crítico de arte? 
  O que significa ser crítico? 
  Fazer críticas é algo bom ou ruim? 
  Por que o crítico de arte é importante? 
  Você consegue compreender totalmente uma obra de arte sem ler a 
respeito dela? 
  Textos elucidativos sobre obras de arte já te fizeram mudar de 
opinião? 
  O que é preciso para ser um crítico de arte? 
  É possível ser crítico de outra coisa que não seja arte? Do quê? 
  
ETAPA 2: 

No texto abaixo, Émile Zola faz uma crítica mordaz aos artistas clássicos que, na  sua opinião, preferem repetir fórmulas prontas que sempre agradam ao público,  a  ousar uma técnica diferente que os destaque da multidão.  Nesse texto inflamado, Zola pede aos artistas que se expressem com liberdade, que não tentem romantizar a pintura, mas que a produzam com mais ousadia e vigor. Essa é uma crítica ao Salão de Arte de Paris, que por várias vezes recusou o trabalho dos jovens Impressionistas por ser “ousado demais”.    

Leia o texto de Emile Zola com bastante atenção. 


O MOMENTO ARTÍSTICO 
Por Émile Zola. 
Trecho do livro “A batalha do Impressionismo”, pág 32. 

“(...) Como qualquer um tenho a minha teoriazinha, e como qualquer um, 
penso que minha teoria é a única verdadeira. Então, mesmo correndo o risco 
de não ser divertido, vou expor essa teoria. Minhas ternuras e meus ódios vão 
naturalmente decorrer dela.  
(...) O que peço ao artista não é que ele me proporcione visões de ternura ou 
de assustadores pesadelos; mas sim que ele próprio se entregue, coração e 
fibras, que ele afirme abertamente um espírito poderoso e específico, uma 
natureza que se apodere generosamente da natureza em suas mãos e que a 
coloque de pé diante de nós, tal como ele a vê. Numa palavra, tenho o mais 
profundo desdém pelas habilidadezinhas, pelas reverências calculistas e por 
tudo aquilo que o estudo pôde apreender e que um trabalho obstinado tornou 
familiar (...).  Mas professo a mais profunda admiração pelas obras 
individuais, que brotam do ímpeto de uma mão vigorosa. 

Portanto, se trata mais aqui de agradar ou não agradar; trata-se de ser o que 
se é, de exibir o coração desnudo, de formular energicamente uma 
individualidade.  

Não sou por nenhuma escola, porque sou pela verdade humana, que exclui 
todo sectarismo e sistema. A palavra  “arte” desagrada-me, pois ela contém 
uma certa ideia de arranjos necessários, de ideal absoluto. Fazer arte não é 
fazer algo que está fora do homem e da natureza? O que eu quero é que se 
faça vida; quero que se esteja vivo, que se crie novamente, sem referência a 
nada, segundo os próprios olhos e temperamentos. O que eu procuro antes de 
tudo num quadro é um homem, e não um quadro.”  

Debater os pontos principais do texto crítico de Zola.  

Escolher uma obra de arte produzida por um artista da sua  preferência e produzir um texto crítico sobre ela.  Você deve dizer se a obra é bonita ou feia, se é simples ou elaborada, moderna ou clássica, qual é o seu contexto histórico e social, qual a importância da obra para a cultura global, e deve discorrer sobre as motivações do artista na hora de produzi-la. E,principalmente, deve emitir uma opinião pessoal sobre a obra de arte que escolheram criticar.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário